Domingo, 6 de abril. Semana passada foi um verdadeiro circo de horrores – e olha que nem precisei de Netflix pra esse roteiro de horror com pitadas de comédia.
31 de março chegou e, enquanto lembrávamos dos tanques, da censura e dos mais de 400 mortos e 1,6 mil camponeses exterminados pela ditadura, a turma de saudosistas de farda em Arapongas fingiu que era dia de feira livre . Nem um “alô” para o passado sombrio, mas todo mundo pronto para aplaudir lá fora os “heróis” do 8 de janeiro que tentaram um Golpe Violento de Estado e Abolição do Estado Democrático. Hipocrisia é arma de destruição em massa.
No mesmo compasso, motoboys deram um freio de mão nas entregas com o famoso breque dos apps. Cansados de combustível nas alturas e repasses minguando, cruzaram os braços e as pistas para exigir taxa mínima maior e valor justo por quilômetro rodado . Quem pediu marmita no zap ficou no vácuo, mas a mensagem ecoou: sem remuneração decente, sem entrega. Apps lucram bilhões, mas quem põe a cara no vento segue no aperto.
Em 2 de abril, o espetáculo de mau gosto que ocorrerá em Paranavaí, postado em julho de 2024 nas redes sociais, onde um pastor de araque profanou oferendas de religiões de matriz africana, chamando velas de “feitiçaria” e arrancando imagens sagradas. Resultado? Inquérito aberto por intolerância religiosa e um belo tapa de realidade jurídica . A lei 7.716/89 não perdoa preconceito.
Quarta-feira, 3 de abril, o presidente Lula subiu no palanque do Conselho da Economia Solidária e mandou o recado: “Só presto continência à bandeira verde‑amarela”. Nada de bajular outras cores – fala de igual para igual e exige reciprocidade . Quem é soberano, não se curva.
Na quinta, 4 de abril, o tio Trump voltou à carga e meteu tarifas acima de 25% em tudo que é canto, detonando bolsas e acendendo o rastilho de uma guerra comercial que cheira a terceiro conflito mundial. Até países vulneráveis, como Congo e Madagascar, viram alíquotas subirem até 47% . Protecionismo doido que só aprofunda a desigualdade global .
Na sexta, 5 de abril, ao estilo MBL, um vereador invadiu uma obra enfrente ao Parque dos Pássaros, em Arapongas, para bancar o fiscalzão: dedo em riste, gritos de “roubo de celular” e um show de quinta categoria, coroado com o tapa que o empreiteiro deu no vereadorzinho frustrado . Picadeiro político em plena obra – e a conta? A gente paga com impostos.
E assim chegamos a domingo, com a cabeça rodando mais que moto de entregador em horário de pico. Se a política virou circo, a gente é plateia esperta: pega a pipoca, solta o sarcasmo e não esquece de cobrar projetos de verdade, não só palhaçadas. Até a próxima sessão desse espetáculo tragicômico!