A Violência no Campo e a Cumplicidade de Quem Deveria Proteger (EN)

a group of people in helmets and helmets are gathered around a large banner

Em São Paulo, três trabalhadores sem-terra foram assassinados e outros cinco ficaram feridos. No Paraná, indígenas baleados por fazendeiros enfrentam uma justiça lenta e instituições que preferem virar o rosto. Enquanto isso, o governador Ratinho Junior faz declarações preconceituosas que apenas reforçam a sensação de impunidade dos agressores. Já em Brasília, Lula, que foi eleito com apoio massivo desses movimentos, patina na implementação de ações enérgicas e concretas.

Discursos Vazios, Corpos no Chão

Vamos falar sem rodeios. A terra no Brasil continua concentrada nas mãos de poucos, e quem luta por ela é tratado como criminoso. Governos estaduais preferem flertar com ruralistas do que proteger quem está morrendo. E o governo federal, por mais progressista que se proclame, segue com promessas frouxas enquanto famílias enterram seus mortos.

No Paraná, os indígenas Kaingangs e Ava-Guaranis vivem sob ataque constante. Fazendeiros armados se sentem no direito de invadir terras, disparar tiros e agredir, sabendo que a polícia dificilmente agirá contra eles. Quando muito, vemos notas de repúdio e promessas de “investigações”, enquanto sangue indígena é derramado.

E o que dizer de São Paulo? Sob a gestão de Tarcísio de Freitas, os assentamentos do MST viraram alvo de uma escalada de violência sem precedentes. Dois mortos. Cinco feridos. E o que temos? Silêncio.

A Vergonha da Omissão Estatal

É revoltante perceber que o Estado brasileiro, de forma deliberada, deixa essa situação escalar. Não é coincidência. É projeto. A elite agrária, que manda e desmanda no Brasil desde sempre, segue protegida enquanto os mais pobres continuam na linha de tiro.

E aqui fica a pergunta: quantos corpos mais serão necessários para que o governos Federal entenda que é hora de agir com pulso firme? Não há desculpas para o governo Lula hesitar em enfrentar milícias rurais, desmontar esquemas de pistolagem e avançar com a reforma agrária.

A mesma crítica vale para Ratinho Junior e Tarcísio. Vocês estão assistindo ao genocídio indígena e ao massacre de trabalhadores rurais, e suas ações pífias os tornam cúmplices dessa barbárie.

A Reforma Agrária Não Pode Esperar

Sem uma reforma agrária séria e comprometida, o Brasil continuará refém da violência e da desigualdade. O MST e os povos indígenas não são inimigos; são as verdadeiras vítimas de um sistema que prioriza lucros sobre vidas.

É hora de um basta. É hora de Lula mostrar que não tem medo de enfrentar quem perpetua essa violência. É hora de governos estaduais assumirem responsabilidade ao invés de discursar para agradar ruralistas.

Enquanto isso não acontece, continuaremos a chorar nossos mortos. E a única certeza que temos é que a terra, tingida de sangue, será sempre um símbolo da injustiça brasileira.

Por justiça. Por dignidade. Por um Brasil menos covarde.

Essa postagem é para aqueles que, como eu, não aguentam mais assistir à omissão e ao descaso. O que você acha? Deixe seu comentário e compartilhe. Vamos gritar juntos para que esses crimes não sejam esquecidos.

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