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Caso Grassano: respostas oficiais da câmara

Caso Grassano respostas oficiais câmara traz o que dizem Marcus Vinícius e Simone Almeida diante das acusações de Paulo Grassano.

Após as respostas de Paulo Grassano e do prefeito Rafael Cita sobre o pregão das oficinas e os contratos das empresas da família do vereador, o procurador‑geral da Câmara, Marcus Vinícius, e a vereadora Simone Almeida também apresentaram suas versões. Eles responderam aos pontos em que foram citados pelo parlamentar na delegacia e em mensagens, negaram irregularidades e detalharam seus papéis institucionais no Caso Grassano.

Nas últimas semanas, o Caso Grassano: respostas oficiais da câmara avançou com novas manifestações. Primeiro, o vereador Paulo Grassano respondeu a questionamentos de O Trovão sobre o pregão das oficinas e sobre contratos de empresas da família com o município. Em seguida, publicamos a análise das versões do vereador e do prefeito Rafael Cita. Nessa análise, o prefeito afirmou que não orientou “burlar” a lei, mas apenas explicou a diferença entre a Lei de Licitações e a Lei Orgânica

Depois dessa etapa, a apuração continuou. Como Grassano citou o procurador‑geral da Câmara, Marcus Vinícius, e a vereadora Simone Almeida em depoimentos na delegacia e nas respostas enviadas à reportagem, O Trovão encaminhou perguntas diretamente aos dois. Agora, eles também apresentaram suas posições. Assim, o leitor consegue ver, lado a lado, o que diz o vereador e o que dizem os agentes públicos citados no Caso Grassano respostas oficiais da câmara. 

Até o momento, o ex‑prefeito Sérgio Onofre não se manifestou sobre a acusação de ameaças e coação feita por Grassano na delegacia e repetida à reportagem. O vereador afirma que tem provas, mas ainda não apresentou documentos ou áudios ao portal. Além disso, a equipe de O Trovão ainda pretende ouvir o secretário de Administração, Gabriel Esper, para detalhar o que ele disse à Comissão de Ética sobre cobranças de faturas. 

Caso Grassano respostas oficiais da câmara e as citações ao procurador e à vereadora

Em sua defesa, Paulo Grassano afirmou que “tem documentos que comprovam que o procurador geral agiu de má fé”. Ele falou em fraude, em uso do IP da Câmara e em perseguição. Ao mesmo tempo, disse que a vereadora Simone Almeida sofreria pressão e não decidiria sozinha. Ligou essa suposta falta de autonomia a verbas e projetos ligados ao Instituto Partiu Futuro. 

Essas falas se somam às já analisadas sobre o pregão das oficinas, os contratos da SS Barcar e a atuação do vereador em empresas da família. Em relação ao prefeito, a resposta de Rafael Cita deixou claro que, segundo ele, não houve “aval para burlar” a lei. O prefeito afirmou que apenas explicou que a lei de licitações, em tese, permitiria participação de empresa de vereador, mas que a Lei Orgânica de Arapongas proíbe esse tipo de contrato. 

Diante das citações diretas ao procurador‑geral e à vereadora, O Trovão ouviu os dois. As novas respostas ajudam a esclarecer o que cada um assume como responsabilidade, o que nega e o que ainda depende da apresentação de provas por parte do vereador no Caso Grassano respostas oficiais câmara. 

Procurador‑geral nega fraude e reforça atuação técnica no caso

O procurador‑geral da Câmara de Vereadores de Arapongas, Marcus Vinícius, recebeu perguntas sobre as acusações de fraude, perseguição e uso indevido do IP da Câmara. Em sua manifestação, ele destacou que esse tema já aparece em discussões administrativas e judiciais. Afirmou também que não fez qualquer confissão de crime: 

“Jamais confessei prática de qualquer irregularidade ou crime. Também entendo que parte relevante dessa discussão possui natureza político‑administrativa e deveria ser enfrentada prioritariamente pelos mecanismos institucionais próprios do âmbito legislativo.” 

Na sequência, ele explicou como vê o papel da Procuradoria dentro da Câmara. Segundo Marcus Vinícius, a atuação é técnica e não pessoal: 

“A Procuradoria Geral tem a obrigação institucional de orientar juridicamente os atos da Presidência dentro da legalidade, independentemente de quem seja o vereador envolvido. Não trato isso como questão pessoal. Tenho tranquilidade quanto à minha atuação.” 

Grassano tenta ligar o trabalho do procurador ao fato de ele ocupar um cargo comissionado. Sobre isso, Marcus Vinícius lembrou sua trajetória e buscou ancorar sua atuação na experiência profissional: 

“Todo cargo comissionado possui, por natureza, um componente de confiança política. (…) Atuo há quase 20 anos na advocacia, com especialização em Direito Público, Direito Civil e Processo Civil, Direito Eleitoral e mestrado em Direito. As orientações jurídicas da Procuradoria Geral não são construídas com base em conveniência política ou pessoal, mas sim na interpretação da legislação aplicável.” 

O vereador afirma que tem documentos que comprovariam “má fé” do procurador. No entanto, até agora, esses materiais não foram mostrados à reportagem. Eles também não aparecem, com laudo conhecido, nos processos acessíveis. Por isso, dentro do Caso Grassano respostas oficiais da câmara, essa acusação continua no campo da palavra do vereador, ainda sem prova apresentada ao público. 

Vereadora contesta narrativa e fala em violência política de gênero

A vereadora Simone Almeida também respondeu às perguntas, principalmente sobre autonomia do mandato e sobre o Instituto Partiu Futuro. Grassano sugeriu que ela sofreria pressões e que seus votos estariam ligados a recursos e projetos dessa entidade. 

Ao falar de sua atuação, Simone foi direta. Ela afirmou que não troca voto por interesse pessoal ou por projeto específico: 

“Jamais condicionei meu posicionamento parlamentar a interesses pessoais, políticos ou institucionais. Todos os meus votos e decisões são tomados com base na minha consciência, na legalidade e naquilo que entendo ser melhor para o município.” 

Sobre o Instituto Partiu Futuro, a vereadora afirmou que os recursos seguem o caminho previsto em lei, com critérios e fiscalização: 

“Toda destinação de recursos públicos segue rito legal, critérios técnicos, prestação de contas e fiscalização dos órgãos competentes. Não existe qualquer troca, condicionamento ou vínculo entre emendas, projetos sociais e meu posicionamento em votações da Câmara.” 

Em seguida, Simone tratou da forma como as falas do vereador atingem sua imagem. Ela enquadrou o episódio no debate sobre violência política de gênero, que ocorre quando uma mulher eleita tem sua autonomia questionada sem prova: 

“Tentar criar uma narrativa de que minhas decisões seriam ‘comandadas’ por terceiros é desrespeitoso comigo enquanto mulher, parlamentar e profissional do Direito. A violência política de gênero nem sempre se apresenta de forma explícita. Muitas vezes ela aparece justamente na tentativa de diminuir, desacreditar ou atribuir a terceiros as decisões de uma mulher eleita pelo povo.” 

Nesse ponto, o Caso Grassano respostas oficiais da câmara deixa de ser apenas uma disputa de versões sobre contratos e licitações. Ele passa também por um debate sobre como acusações sem comprovação podem afetar a imagem e o trabalho de uma vereadora. Simone rejeita a tese de que alguém “manda” no seu voto e afirma que avalia medidas legais se entender que seus direitos foram violados. 

Próximos passos da apuração

1. O que ainda falta ouvir?
O ex‑prefeito Sérgio Onofre não respondeu, até agora, à acusação de ameaças e coação feita por Grassano. A reportagem ainda aguarda um posicionamento. 

2. E o secretário de Administração?
O Trovão pretende ouvir novamente Gabriel Esper para detalhar o que ele relatou à Comissão de Ética sobre cobranças de pagamentos ligadas à empresa da família do vereador. 

3. O que já está documentado?
Hoje, o caso tem contratos registrados, depoimentos em comissão, decisões judiciais sobre o procedimento e respostas formais das partes citadas. Outras acusações dependem da apresentação de documentos e laudos para sair do campo da palavra e entrar na esfera da prova.

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