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Resposta de Paulo Grassano no Caso Grassano em Arapongas

Vereador Paulo Grassano na tribuna da Câmara Munipal de Vereadores de Arapongas

A resposta de Paulo Grassano ao jornalista Tiago Prado veio depois da matéria sobre a liminar que parou o processo de cassação na Câmara de Arapongas. Ele agradece o espaço, diz que respeita o trabalho da imprensa. Afirmou que a investigação já mostrou que “a denúncia tem muitas irregularidades” e que “no mérito não há irregularidade”.

O que a resposta de Paulo Grassano não esclarece

O Trovão registra essa resposta de Paulo Grassano. Mas precisa comparar o que ele diz agora com o que já está nos documentos do Caso Grassano em Arapongas.

Quando a série começou, a redação mandou um e-mail oficial para o gabinete do vereador, pedindo posição. Não houve resposta. Ou seja, o espaço para ele falar já existia desde o início.

Na nova mensagem, Grassano diz que, se tivesse alguma irregularidade nos contratos com a empresa da família, a culpa seria da Prefeitura. Ele cita a Lei 14.133, que fala sobre licitações. Só que a denúncia não trata apenas da licitação em si. O ponto central é outro: a conduta do vereador, e a Lei Orgânica do Município e o Código de Ética da Câmara é que a regem. Portanto, fica proibido o vereador de comandar empresa que faz contrato com a Prefeitura.

Contratos, empresa da família e o que segue sem resposta

Na Comissão de Ética, em depoimento gravado, o próprio Grassano disse que trabalha em todos os setores da empresa familiar, da parte simples às decisões estratégicas. O dossiê levantado por O Trovão também mostra mensagens em que ele cobra pagamento de faturas da SS Barcar direto com o secretário de Administração, em 2025. Isso indica que ele não era apenas um parente distante do negócio. Ele atuava no dia a dia da empresa, ao mesmo tempo em que exercia o mandato.

Grassano também cita o procurador do município como se a fala dele tivesse “limpado” o caso. As transcrições mostram outra situação: o procurador relatou que precisou lembrar o vereador, pouco antes de um pregão, que a Lei Orgânica proibia aquela participação. Depois disso, Grassano recuou. Essa fala não desmonta a denúncia. Pelo contrário, o conflito de interesses existe e exigiu contenção.

Por fim, o vereador diz que a polícia está perto de concluir o inquérito sobre o IP e o e‑mail usados para enviar a denúncia. O Trovão vai acompanhar esse ponto. Mas a origem da denúncia não muda uma questão básica: é preciso explicar os contratos, os valores e o papel do vereador na empresa da família.

O “O Trovão” segue aberto para receber documentos e respostas objetivas sobre esses temas e publicá‑los com o mesmo rigor.

O que diz o vereador Paulo Grassano

Em mensagem enviada ao jornalista Tiago Prado, o vereador Paulo Grassano afirmou que, “desde o início”, sempre defendeu a possibilidade de investigar a denúncia e que já realizou essa investigação. Segundo ele, foi possível provar “irregularidades na denúncia” e que, “no mérito”, não há irregularidade na sua conduta. 

Grassano também disse que, se houvesse algum problema nos contratos, a responsabilidade seria da Prefeitura, com base na Lei 14.133, que obriga o município a verificar se uma empresa pode ou não prestar serviço. Ele afirma ainda que, nas oitivas, o procurador do município teria confirmado essa visão. 

Sobre o inquérito policial, o vereador declarou que a investigação está na fase final e que a polícia já identificou as pessoas que usaram o IP da Câmara e o e‑mail para enviar a denúncia. Ele disse que pretende tornar essas informações públicas “no momento certo” e encerrou a mensagem reforçando que está à disposição para responder dúvidas diretamente.

Este texto é parte da cobertura do Caso Grassano. Leia a série completa em: Caso Grassano

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