“Vai pra Cuba!” E Eu Fui

Tiago Prado em Cuba, com a bandeira cubana, em resposta ao "vai pra cuba eu fui" dos críticos.

“VAI PRA CUBA!”

Quantas vezes você já leu isso em uma caixa de comentários? No debate político polarizado do Brasil, de fato, essa frase se tornou a “resposta” padrão.

É usada contra qualquer um que defenda pautas progressistas, justiça social ou simplesmente critique o capitalismo selvagem. Portanto, como jornalista, militante e, agora, presidente do PT em Arapongas, perdi a conta de quantas vezes me mandaram para a ilha.

A novidade? Para quem gritava “vai pra cuba“, eu fui. E é exatamente isso que esta série vai contar.

Por muito tempo, tratei o clichê como o que é: vazio, ou seja, disparado por quem não tem argumentos. Até que, um dia, decidi transformar a provocação em projeto.

A Decisão: Por que eu fui pra Cuba?

Se “Cuba” é o argumento final, o fantasma usado para assustar o debate, então eu precisava ver com meus próprios olhos.

Contudo, não o que os documentários da TV contam, nem o que os influenciadores pagos (dos dois lados) mostram. Eu queria ver o chão, a rua, o cotidiano.

Afinal, o que há de tão terrível ou tão mágico naquele lugar?

Foi assim que, há cerca de um ano e meio, tomei a decisão: eu iria para Cuba. Mas iria do meu jeito. Portanto, sem pacotes turísticos, sem guias prontos, sem o roteiro de resorts que escondem a vida real. A ideia era mergulhar, não apenas visitar.

Um abraço apertado em Havana à noite. Estas são as conexões que o “vai pra Cuba” não te mostra. E eu fui buscar.

O Projeto “Relatos de Cuba”

O Trovão inicia hoje uma série de 15 posts, que serão publicados toda sexta-feira. Porém, não é um guia de viagem. É um diário de bordo jornalístico.

Vou contar como é a sensação de desembarcar em Havana, as conversas que tive nas madrugadas em Havana Velha, as amizades em Trinidad, o perrengue do meu ciático em Varadero, a minha experiência real com o sistema de saúde cubano e também a saga do retorno, que incluiu um celular quebrado e uma escala no Panamá.

Esta série é minha resposta real à provocação. Basicamente, é a prova material de que ao “vai pra cuba“, eu fui.

Na próxima sexta-feira (07 de novembro de 2025): Antes de embarcar, existe a realidade. Vou detalhar o ano e meio de planejamento, quanto custa, como guardar dinheiro, a burocracia do visto e a logística para entrar na ilha.

Eu, Tiago Prado, fui pra Cuba. E eu te convido a vir junto.

Tiago Prado na Praça da Revolução, Cuba, com boné do MST, reforçando o "vai pra cuba eu fui" e o compromisso ideológico.
De boné do MST, na Praça da Revolução. O “vai pra Cuba” não me intimidou. Eu fui!

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