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Improbidade administrativa de Paulo Grassano: conflito público e privado

Cena ilustrando a improbidade administrativa de Paulo Grassano: mesa de gabinete com papéis carimbados “pago”, crachá e iluminação vermelha de denúncia política.

A improbidade administrativa de Paulo Grassano em pauta

improbidade administrativa de Paulo Grassano virou tema central em Arapongas. Uma denúncia protocolada, nesta segunda feira (10), na Câmara Municipal aponta que, no mesmo dia em que ele foi nomeado secretário, a prefeitura pagou empenhos à SSBARCAR Veículos Ltda., empresa ligada à sua família. O caso levanta dúvidas sérias sobre conflito de interesses e uso do cargo público em benefício próprio.

O dia em que tudo começou

O decreto de 15 de fevereiro de 2023 nomeou Paulo Grassano como secretário. No mesmo dia, os empenhos 1419/23 e 1420/23 foram emitidos para a empresa familiar. Esses documentos mostram que o então secretário e o fornecedor eram, na prática, a mesma pessoa. A coincidência se repete em outras movimentações administrativas, o que torna o episódio ainda mais grave.

Além disso, a denúncia aponta que Grassano seguiu exercendo influência nas empresas enquanto ocupava o cargo. Isso contraria os princípios da Lei 8.429/1992, que proíbe gestores de manter negócios com o poder público.

As empresas do grupo familiar

Os anexos da denúncia trazem três empresas com fortes ligações entre si: SSBARCAR Veículos Ltda.ARAVEL Arapongas Veículos Ltda. e LEVARA Locadora Ltda.. Todas têm endereços e sócios em comum. Juntas, formam o que parece ser um grupo econômico familiar que mantém contratos contínuos com o município.

Em 1º de agosto de 2024, Grassano deixou formalmente a SSBARCAR. Porém, menos de um ano depois, já como vereador, ele voltou a representá-la em um processo judicial (TJPR nº 0005373-16.2024.8.16.0045). Isso indica que a saída foi apenas formal e que a influência permaneceu.

Linha do tempo e indícios de conflito

Os registros da Junta Comercial e do Diário Oficial revelam um padrão. Primeiro, a nomeação; depois, contratos e pagamentos; só então, a tentativa de desincompatibilização. Esse encadeamento, portanto, reforça o indício de improbidade administrativa de Paulo Grassano.

Logo após o protocolo da denúncia, contratos foram rescindidos. Essa reação rápida levanta suspeitas de tentativa de contenção política. Além disso, as empresas seguiram ativas e com histórico de licitações anteriores.

Um sistema que ultrapassa o indivíduo

O caso Grassano mostra como parte da elite política local confunde os limites entre o público e o privado. Há um sistema de favorecimentos e trocas que perpetua privilégios e enfraquece o princípio da transparência.

O Trovão tentou contato com o vereador Paulo Grassano, mas não obteve nenhuma resposta até o fechamento desta publicação. O espaço segue aberto para manifestação dele e das empresas citadas.

O que virá nos próximos capítulos

O dossiê em tramitação na Câmara é um dos mais completos já apresentados em Arapongas. Nos próximos capítulos, O Trovão mostrará como o grupo familiar manteve contratos e ampliou seus negócios mesmo quando seus integrantes estavam dentro do poder público.

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