A Câmara Municipal de Arapongas viveu uma sessão decisiva na última segunda-feira (01), pautada por dois eixos centrais: economia e sociedade. O destaque ficou por conta do debate sobre o Desenvolve Arapongas e Cultura nos bairros, temas que movimentaram o plenário. De um lado, o legislativo aprovou em primeira votação o Projeto de Lei nº 55/2025, focado no fomento empresarial. Simultaneamente, vereadores encaminharam indicações urgentes para a descentralização dos equipamentos artísticos nas zonas Leste e Sul.
Desenvolve Arapongas: O viés econômico
Inicialmente, é preciso entender o impacto do PL 55/2025. O projeto institui oficialmente o programa de fomento ao desenvolvimento local. Nesse sentido, a proposta chega com a promessa de modernizar a matriz econômica do município, prevendo incentivos fiscais para atrair novas empresas. O foco principal recai sobre startups e negócios de base tecnológica.
Contudo, a aprovação por unanimidade levanta questionamentos sobre o equilíbrio entre o Desenvolve Arapongas do trabalho digno. Embora o texto detalhe isenções de taxas para o CNPJ, ele é menos específico quanto às garantias sociais. Especialistas alertam que a renúncia fiscal deve gerar retorno claro para a população. Portanto, a sociedade aguarda a regulamentação para saber se o lucro das empresas resultará em melhoria de renda real.
Além disso, a tramitação rápida demonstra um alinhamento entre situação e oposição na pauta econômica. Ou seja, quando o assunto é incentivo empresarial, as divergências políticas desaparecem.
Desenvolve Cultura: A demanda social
Por outro lado, enquanto o foco do Executivo estava no PIB, a pauta social ganhou espaço via legislativo. O tema Cultura também abrangeu as indicações nº 900 e 903/2025, de autoria do vereador Luizinho da Saúde. O parlamentar solicitou formalmente a implantação de Casas da Cultura em regiões periféricas.
Especificamente, a Indicação nº 900 propõe uma unidade no Conjunto Flamingos (Zona Leste). Em contrapartida, a Indicação nº 903 pede equipamento similar para o Conjunto Palmares (Zona Sul). Atualmente, os espaços de lazer estão concentrados no centro. Dessa forma, a juventude da periferia fica desassistida.
A medida visa corrigir esse déficit histórico. A criação desses espaços permitiria a oferta de oficinas e cursos diretamente nas comunidades. Consequentemente, a cultura funcionaria como ferramenta de inclusão e prevenção à violência.
O desafio do orçamento municipal
Finalmente, a grande questão para o próximo ano é financeira. A discussão sobre Desenvolve Arapongas e Cultura esbarra no caixa da prefeitura. Diferente do PL 55/2025, que tem força de lei, as Casas da Cultura são apenas “Indicações”. Isso significa que são sugestões sem obrigatoriedade de execução imediata.
Para que a arte na periferia saia do papel, será necessária vontade política. Resta saber se o Executivo, agora focado nos incentivos fiscais do desenvolvimento econômico, terá recursos para investir na construção desses centros. Em suma, a população dos bairros Flamingos e Palmares espera que a sugestão vire obra, e não apenas promessa.