Os crimes de Sergio Moro transcendem a esfera jurídica; eles representam um dos capítulos mais sombrios da história política brasileira. A máscara do “herói nacional”, cuidadosamente construída pela mídia hegemônica, caiu definitivamente. As recentes operações da Polícia Federal e as investigações no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revelam um agente político que utilizou a toga para perseguir adversários, manipular eleições e destruir setores inteiros da economia nacional em conluio com interesses estrangeiros.
O Modus Operandi da ilegalidade
Inicialmente, a Operação Spoofing (Vaza Jato) já havia demonstrado, através de diálogos no Telegram, que Moro atuava como chefe da acusação, orientando procuradores, combinando prazos e escolhendo alvos. Contudo, as novas diligências autorizadas pelo ministro Dias Toffoli vão além. Elas investigam a “gestão caótica” dos recursos oriundos de acordos de leniência na 13ª Vara Federal de Curitiba.
Nesse contexto, surgem denúncias gravíssimas, como as do advogado Rodrigo Tacla Duran e do empresário Tony Garcia. Eles relatam um esquema de coação, chantagem e proteção seletiva, onde a liberdade era negociada em troca de delações direcionadas. Moro não aplicava a lei; ele a sequestrava para fins de poder.
A destruição da indústria nacional
Além disso, é fundamental destacar o impacto econômico da atuação de Moro. Sob o pretexto de combater a corrupção, a Lava Jato destruiu as maiores empresas de engenharia do Brasil, paralisou obras de infraestrutura e causou a demissão de milhões de trabalhadores. Um estudo do DIEESE aponta que a operação retirou bilhões de reais do PIB brasileiro.
Portanto, ao criminalizar a política e quebrar a indústria, Moro pavimentou o caminho para a ascensão da extrema-direita e para o aprofundamento da crise neoliberal. Quem defende esse indivíduo hoje, ignora deliberadamente que ele agiu como um sabotador da nação.
O cerco se fecha
Dessa forma, a blindagem que protegia o ex-juiz está ruindo. O relatório preliminar da correição do CNJ aponta para desvios de conduta incompatíveis com a magistratura. A cassação do mandato de senador e sua eventual responsabilização penal são imperativos para a restauração do Estado Democrático de Direito.
Afinal, a justiça verdadeira não se faz com justiceiros. O Brasil exige que os crimes de Sergio Moro sejam julgados com o rigor da lei que ele tanto desprezou.