A tempestade política em Arapongas não deu trégua nesta semana. E, enquanto o país ainda digeria debates nacionais sobre racismo, punições políticas e retrocessos institucionais, a cidade dos Pássaros virou palco de um vendaval onde cada rajada revelava algo que muitos tentam esconder.
A tempestade política em Arapongas e o silêncio que pesa
A tempestade política em Arapongas se manifestou primeiro no plenário, quando o Dia da Consciência Negra passou sem uma única menção. O silêncio, embora ensurdecedor, não surpreendeu. Mesmo os vereadores pretos — Cecéu, Levi e Arnaldo do Povo — permaneceram calados. E Marcelo, que nas últimas eleições decidiu se declarar “pardo”, também preferiu o conforto da omissão.
Além disso, o presidente da Casa novamente aceitou a omissão como rotina. Para quem já aprovou moção de repúdio contra o presidente Lula por denunciar o genocídio em Gaza — e ouviu um vereador afirmar que crianças palestinas mortas seriam “criancinhas do Hamas” — silenciar no 20 de Novembro virou apenas mais um capítulo.
No fundo, o silêncio não é distração: é escolha política.
A tempestade política em Arapongas e os ecos do racismo nacional
A semana carregou ainda a repercussão do ataque racista sofrido pelo deputado Renato Freitas, agredido nas ruas de Curitiba. O episódio expôs, mais uma vez, como o racismo opera de forma contínua, institucional e violenta.
Quando um parlamentar negro é atacado na véspera do Dia da Consciência Negra, não é coincidência: é sintoma. E Arapongas, com seu plenário silencioso, acabou refletindo a mesma estrutura que tenta impedir corpos negros de existirem com dignidade na política.
A tempestade, aqui, não é metáfora. É diagnóstico.
A tempestade política em Arapongas e o rastro da crise ética
Enquanto isso, a denúncia mais recente contra Paulo Grassano somou mais um capítulo ao enredo. Uma cidadã, indignada, protocolou novo material expondo que o cancelamento de contratos promovido pelo vereador teria deixado ambulâncias paradas — prejudicando justamente quem depende do SUS para sobreviver.
O pedido aguarda leitura. E, pela experiência dos últimos meses, resta saber se alguém terá coragem de fazê-lo sem prevaricar em público.
A cada nova denúncia, o cenário mostra que não falta prova. Falta vergonha — e sobram manobras.
A tempestade política em Arapongas não anuncia calmaria. Pelo contrário: cada dia acrescenta vento onde antes havia poeira. E, se tudo continuar assim, segunda-feira chegará com novas rajadas que ninguém poderá fingir que não sentiu.
Porque algumas tempestades não chegam para destruir.
Chegam para revelar.