A privatização da Copel, concretizada pelo governo Ratinho Jr., não representa apenas uma mudança administrativa, mas um crime de lesa-pátria contra a soberania do Paraná. Vendida sob a falsa promessa de modernização e eficiência, a nossa companhia centenária foi entregue ao capital especulativo. O resultado imediato, sentido na pele pela classe trabalhadora, é a precarização brutal do serviço. Hoje, a Copel não serve mais ao povo; ela serve exclusivamente aos dividendos de acionistas que, muitas vezes, nem sequer conhecem o nosso estado.
O colapso nos indicadores de qualidade
Inicialmente, os defensores do neoliberalismo garantiam que a gestão privada traria excelência. Contudo, os dados técnicos da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) implodem essa narrativa. Em 2024, a Copel despencou vergonhosamente para a 22ª posição no ranking geral de qualidade e, em indicadores específicos de Duração de Interrupção (DEC), figura entre as piores do Brasil, chegando a ocupar a 29ª posição.
Além disso, essa queda livre não é apenas um número em uma planilha. Ela se traduz em eletrodomésticos queimados nas periferias, em aviários parados no interior e na perda de produção da agricultura familiar. O “choque de gestão” prometido transformou-se em um apagão de responsabilidade social. Enquanto a tarifa sobe para bancar o lucro privado, o investimento na rede elétrica cai, resultando em demoras inaceitáveis para o restabelecimento de energia após temporais.
Soberania energética em jogo
Nesse sentido, precisamos compreender a energia elétrica como um direito humano fundamental e um vetor estratégico de desenvolvimento, não como uma mercadoria. Quando o Estado abre mão do controle da Copel, ele perde a capacidade de induzir o crescimento econômico e de realizar políticas sociais, como a tarifa social para famílias de baixa renda.
Consequentemente, o movimento liderado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e pela frente de sindicatos para a reestatização da companhia é um ato de defesa do Paraná. A coleta de assinaturas para um Projeto de Lei de Iniciativa Popular visa autorizar o governo a recomprar as ações. Isso já aconteceu em outros lugares do mundo onde a privatização falhou. Reverter a venda é, portanto, uma questão de sobrevivência econômica e social.
A mobilização é o único caminho
Por fim, a história nos ensina que o mercado não possui sensibilidade social. Apenas a pressão popular pode corrigir esse erro histórico.
- Participe da coleta de assinaturas.
- Pressione os deputados estaduais que votaram a favor da venda.
- Converse com seus vizinhos sobre a piora no serviço.
A Copel é nossa. A energia é nossa. E não aceitaremos que o lucro de poucos seja construído sobre a escuridão de muitos.