Ogum é um dos orixás mais venerados nas religiões de matriz africana, como Candomblé e Umbanda. Ele é o senhor das estradas e das guerras, o mestre do ferro e das ferramentas, aquele que abre os caminhos para os seus filhos, ensinando a importância da luta e da coragem na vida. Mas calma aí, não pense que ele é apenas força bruta. Ogum também é astuto e estratégico, um verdadeiro líder. Ele está ao lado daqueles que não desistem e enfrentam os desafios com determinação.
A escolha do dia 24 de abril como o Dia de Ogum tem uma conexão cultural e religiosa marcante no Brasil. Esse dia se relaciona com São Jorge, figura cristã que, ao longo do tempo, foi sincretizado com Ogum. São Jorge, como Ogum, é considerado um guerreiro, protetor e defensor dos oprimidos. Essa mistura de crenças é fruto da resistência e da adaptação dos escravizados africanos que trouxeram seus orixás ao Brasil. Para preservar suas práticas religiosas diante da opressão, eles associaram seus orixás a santos católicos, como forma de manter sua fé viva.
Por isso, o dia 23 de abril, Dia de São Jorge, acabou sendo ampliado em algumas tradições para a celebração de Ogum no dia seguinte, 24 de abril. Não é só uma coincidência de datas, mas um reflexo do rico sincretismo religioso que permeia a cultura brasileira.
Honrar Ogum é reconhecer o valor da coragem, da luta e da fé. É lembrar que, mesmo nas adversidades, é possível seguir em frente, abrir novos caminhos e vencer as batalhas que a vida coloca no nosso caminho. Seja na Umbanda ou no Candomblé, suas histórias e arquétipos nos ensinam a perseverar e nunca abandonar a esperança. Afinal, quem tem Ogum como guia sabe que a estrada pode ser difícil, mas o destino é promissor.
Então, hoje é dia de erguer a cabeça, acender aquela vela azul ou vermelha e agradecer pela força que Ogum nos dá. Viva Ogum! Que ele esteja sempre presente, abrindo caminhos e protegendo nossos passos.