O Trovão não nasceu do silêncio. Pelo contrário, nasceu da indignação. Nasceu do incômodo diante da injustiça, da desigualdade e, igualmente, da covardia travestida de neutralidade. Indignação, sobretudo, contra a exploração do trabalhador, o racismo estrutural e a manipulação midiática que busca silenciar a periferia. Além disso, nasceu da certeza de que a comunicação é uma arma — e que calar também é uma escolha política.

Por isso, aqui, a palavra é instrumento de luta. Não servimos aos poderosos, nem às conveniências do discurso fácil. Em vez disso, servimos à verdade, à crítica e ao direito de falar quando querem que a gente se cale. Assim, cada texto publicado é um ato de resistência contra o medo, a manipulação e o apagamento das vozes populares.

O Trovão é o som do povo rompendo o abafamento da hipocrisia. Ou seja, é o barulho que incomoda, o eco que denuncia, o grito que insiste em existir. Embora tenha nascido em Arapongas, fala de todo lugar onde alguém é calado, esquecido ou explorado. Fala do chão, da periferia, das ruas e, em suma, das contradições que fazem o Brasil tremer.

Não somos neutros. De fato, somos parciais — decididamente a favor da justiça, da igualdade e da liberdade. Isso significa defender os direitos da classe trabalhadora, lutar por políticas públicas inclusivas e denunciar os abusos de poder, venham de onde vierem. Porque, afinal, neutralidade diante da opressão é cumplicidade.

Herança do Blog do Tiago Prado

O Trovão é herdeiro do Blog do Tiago Prado, contudo, não se limita a um nome. É o passo seguinte de uma história que, aliás, mistura jornalismo, militância e coragem. Uma transição natural para um espaço que busca ampliar o debate e conectar lutas locais e nacionais. É também um canal aberto à crítica, à reflexão e à palavra livre de quem ainda acredita que comunicar é transformar.

Portanto, se a cidade dorme em silêncio, O Trovão desperta. Se tentam calar as vozes do povo, O Trovão fala mais alto. E, certamente, continuará falando — até que ser ouvido deixe de ser privilégio.