Hoje completam nove anos sem Fidel Castro, e a data não passa em silêncio. Afinal, poucas figuras do século XX conseguiram atravessar o tempo, provocar tanto debate e seguir tão presentes como ele. Fidel morreu em 25 de novembro de 2016, mas seu legado insiste em caminhar ao lado de cada reflexão sobre soberania, desigualdade e emancipação latino-americana.
O impacto que o tempo não dilui
Fidel liderou uma revolução que mudou não apenas Cuba, mas a percepção global sobre resistência. Mesmo após nove anos sem Fidel Castro, seu nome continua associado à ideia de que a dignidade de um povo não pode ser negociada com potências que transformam vidas em mercadorias.
E, apesar das críticas e das disputas de narrativa, é inegável que a Revolução Cubana inaugurou uma ética política baseada em educação, saúde e solidariedade internacional — algo que até hoje inspira movimentos populares.
A memória que segue mobilizando
Ao lembrarmos nove anos sem Fidel Castro, percebemos como sua ausência continua ativando medos, admirações e disputas. Ele permanece incômodo porque representou o que o imperialismo mais teme: um país pequeno demais para ser lido como ameaça, mas grande demais para aceitar ser submisso.
Além disso, enquanto o mundo aprofunda desigualdades, o exemplo cubano segue provocando contrapontos, justamente porque ousou colocar vidas acima de lucros.
O Trovão e o eco da história
Para O Trovão, lembrar nove anos sem Fidel Castro é reconhecer uma força histórica que continua reverberando nas lutas presentes — das que acontecem nas ruas de Havana às que atravessam nossas periferias no Brasil.
Fidel não foi unanimidade. Nunca quis ser. O que ele buscou, até seu último dia, foi empurrar portas que estavam condenadas a permanecer fechadas para os povos do Sul global.
Nove anos sem Fidel, mas não sem luta
Seus discursos ainda inspiram quem insiste em sonhar com um mundo menos desigual. Porque Fidel, com todos os seus acertos e contradições, nunca renunciou à ideia de que liberdade não se pede — se constrói.
E é isso que permanece vivo: um fogo político que o tempo tenta apagar, mas que segue aceso na memória coletiva de quem luta.