Entre diárias, planos e carretas: o Brasil em disputa

Há semanas em que o Brasil parece um espelho trincado: cada pedaço reflete uma verdade diferente — e todas cortam. É o retrato vivo da hipocrisia política no Brasil, onde discursos sobre moralidade se dissolvem ao primeiro contato com o dinheiro público.

Em Arapongas, o “nobre legendário” pediu reembolso de quase dois mil reais por duas diárias e meia para uma viagem que mal justificaria o pedágio — verdadeiro retrato da hipocrisia institucional. O mesmo vereador que veste a moral e a “transparência” como terno sob medida agora se lambuza nas brechas do erário. É o velho enredo da extrema-direita: austeros no discurso, glutões no contracheque.

Ao mesmo tempo, a Câmara ensaia o coro dos privilégios: quer plano de saúde para quem já tem gabinete, salário e cafezinho pagos pelo povo. O trabalhador que rala na escala 6×1, quando ouve isso, engole seco o ranço da injustiça. A “república das regalias” continua viva — e sorridente. O servidor da Casa de Leis, sim, merece benefícios como qualquer trabalhador. Contudo, é profundamente imoral e inconstitucional que vereadores legislem em causa própria.

A extrema-direita brasileira se perde em demagogia interna, Lula promove diplomacia

Do outro lado do planeta, o Brasil respira um ar mais digno. Em Kuala Lumpur, na Malásia, Lula encontra Donald Trump e prova que o patriotismo não mora na arrogância. Ali, um ex-operário senta-se diante de um bilionário e mostra ao mundo que o Brasil não se ajoelha. A diplomacia do povo substitui a bajulação dos poderosos. “Patriota”, neste contexto, ganha novo sentido: é quem defende o povo, não quem o vende.

Inelegível se aproximando da cadeia

Enquanto isso, a justiça começa a afiar suas lâminas. Bolsonaro, o inelegível, vê seu castelo ruir. A sentença já foi proferida, e os recursos da defesa apenas prolongam o inevitável. Em breve o capitão encontrará um lar com grades, começando o cumprimento da pena em regime fechado — não por política, mas por justiça. Seria um gesto mínimo diante de mais de 700 mil mortos e de tantos direitos pisoteados.

Lula responde a guerra em Arapongas

E quando a direita sem alma prega o caos [seja ela na politica — partidária e ideológica] a resposta vem sobre rodas: a carreta do SUS estacionada no Espaço Milene, em Arapongas, com o programa Aqui Tem Mais Especialistas. O Governo Lula, mais presente na cidade dos pássaros, responde aos ataques infundados com exames, diagnósticos e esperança paras as verdadeiras nobres guereirras que ainda sofrem com o desprezo e descaso de políticas públicas. É o Estado chegando onde o abandono foi regra, a medicina popular vencendo o lucro, a revolução em jaleco branco com o SUS resistindo, florescendo e se tornando cada vez mais um escudo para o povo.

Fidel diria que “a dignidade é inegociável”, pois ela é a irmã da audácia. Marighella lembraria que “a luta é o único caminho” para a insurgência das ideias. Che reafirmaria que “a ternura é necessária, até na revolução”., portanto ela se faz no coração que se recusa à injustiça. E eu diria, olhando para o Brasil desta semana, que a hipocrisia é o vírus mais resistente — mas o povo, quando desperta, é a vacina.

O domingo chega, não como descanso, mas como alerta. O Brasil segue dividido entre quem mama e quem sangra. E, nesse campo de batalha moral, escolher lado é mais que política — é caráter. Que as diárias sejam cobradas, que o plano de saúde para parlamentares seja denunciado, que a diplomacia de Lula inspire movimentos sociais nacionais e que o SUS seja celebrado como conquista de todos.

Porque a independência que ainda não chegou para muitos será reivindicada — e é no confronto com privilégios, com transparência e com solidariedade que se ergue a liberdade de verdade.

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