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Erro político na Câmara Arapongas: O silêncio que virou gritaria

Montagem dividida: à esquerda, máquinas pesadas operando no escuro no aeroporto; à direita, vereador Alexandre Sorriso gesticulando na tribuna. Texto: Erro político Câmara Arapongas: O segredo que virou gritaria.

O descontrole emocional visto recentemente no legislativo não foi um acaso. Um grave erro político na Câmara Arapongas causou todo esse tumulto. Ocorre que a base aliada, na tentativa equivocada de proteger o Executivo, acabou dando munição de graça para a oposição bolsonarista.

Tudo começou no dia 24 de novembro. Naquela data, vereadores da situação rejeitaram o Requerimento nº 137/2025. No entanto, o documento pedia explicações simples sobre o uso de máquinas no aeroporto. Por que o medo? Se a operação era legal, com recibos e contratos, por que esconder? A administração municipal costuma prezar pela transparência. No entanto, a base parlamentar agiu diferente desta vez.

Por outro lado, o reflexo desse equívoco apareceu na sessão seguinte através do vereador Alexandre Sorriso. Ele subiu à tribuna para um desabafo furioso e pessoal. Consequentemente, o vereador reclamou amargamente da exposição de sua foto nas redes sociais, feita pela oposição após a votação negativa.

Infelizmente, esse desabafo serviu apenas para validar a tática do adversário. Ao gritar e ofender, chamando o oponente de “moleque”, Sorriso mordeu a isca da provocação digital. Ele transformou uma questão técnica em briga de ego. Dessa forma, desviou o foco do que realmente importa: a clareza nas contas públicas.

Erro político na Câmara Arapongas

Ao blindar uma informação técnica, os vereadores cometeram um clássico erro político na Câmara Arapongas. Eles contrariaram a postura de abertura que a própria gestão defende. Como resultado, foi um tiro no pé. Negaram o óbvio e entregaram a narrativa de “perseguido” para a extrema-direita. Portanto, esse grupo, como sabemos, não propõe soluções reais. Eles apenas criam espetáculos digitais em cima dessas falhas.

A lição que fica é tática. O sigilo é o combustível que o oportunismo precisa para incendiar as redes. Se tivessem aprovado o pedido, a resposta oficial chegaria rapidamente. Os documentos provariam a legalidade da obra. Assim, o assunto morreria na verdade dos fatos.

Nós, do O Trovão, sabemos que a transparência é a única arma contra a demagogia. Quem aposta no silêncio, acaba refém do grito. A base errou feio neste episódio. Tentaram ser escudo, mas acabaram servindo de palanque para o circo.

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