NOTA DE CORREÇÃO E REAVALIAÇÃO:
Em nossa análise inicial, este blog cometeu um erro de interpretação sobre a dinâmica política por trás da fala da Vereadora Marilsa Vendramento. A política é um campo complexo e, no nosso compromisso com a verdade, é nosso dever corrigir a rota quando a apuração avança. A posição da vereadora revelou uma contradição que merece uma análise muito mais profunda, o que faremos em uma nova postagem detalhada. Por ora, ajustamos o texto abaixo para refletir a análise correta dos fatos apresentados na sessão.
Em Arapongas, o debate sobre a Educação Infantil se transformou em um espetáculo político de hipocrisia e oportunismo. O que deveria ser uma pauta técnica e pedagógica virou munição de guerra para vereadores que preferem o palco ao trabalho sério.
Na sessão da Câmara da última segunda-feira (13), o plenário virou um teatro. A sessão da Câmara expôs um nítido contraste de posturas: de um lado, o vereador Paulo Grassano, fiel à tática da extrema-direita de espalhar desinformação e sabotar o debate com ataques ideológicos. Do outro, a surpreendente coerência da vereadora Marilsa Vendrametto que, mesmo sendo de oposição, desarmou a farsa ao se ater aos méritos técnicos do planejamento.
A Contradição que Expõe o Debate: A Posição da Vereadora Marilsa
Em um dos momentos mais reveladores da sessão, a Vereadora Marilsa Vendramento, conhecida por sua postura de oposição ao governo e por comportamentos alinhados à direita, tomou uma atitude que confundiu a base política: ela defendeu o mérito técnico do planejamento da Secretaria de Educação.
Neste sentido, deixando de lado a rivalidade política, a vereadora usou sua experiência como educadora para validar a proposta. De fato, em sua fala, afirmou ver a mudança como “aplausível” e declarou ser “a favor dessa logística de mudança“.
Sendo assim, o que leva uma vereadora de oposição a defender um plano de seu adversário? Pois bem, esta contradição expõe a fragilidade da polêmica. Afinal, enquanto alguns vereadores, como veremos a seguir, se apegam a uma guerra ideológica rasa, a fala de Marilsa sugere que, talvez, o projeto tenha um mérito técnico que transcende a politicagem.
Evidentemente, esta dinâmica complexa, que coloca oposição e governo do mesmo lado em uma pauta específica, será o tema de uma análise mais profunda em nossa próxima postagem. Por ora, no entanto, fica a pergunta: se a proposta tem qualidades reconhecidas até por opositores, quem realmente ganha com a criação do caos?
Abordaremos a fala da nobre vereadora numa postagem futura.
Grassano e a cortina de fumaça
Na sequência, entrou em cena Paulo Grassano, o playboy de apartamento e herdeiro milionário que há tempos transformou a tribuna em palco de autopromoção.
O nobre legendário não falou sobre ensino, nem sobre vagas ou qualidade. Seu objetivo é claro: criar um inimigo, inflamar o ódio e gerar o caos e transformar a Câmara em arena ideológica.
Em certo momento, afirmou: “Querem doutrinar nossas crianças e controlar o ensino”.
Nada mais falso. Nenhuma proposta fala em ideologia, apenas em gestão. Mas a verdade nunca foi o forte do vereador, que prefere o barulho à responsabilidade.
A atuação do herdeiro segue o manual clássico da extrema-direita: criar um inimigo, gerar pânico e fugir de temas concretos. Enquanto discursa contra a “politização da educação”, faz justamente o que critica — politiza tudo, inclusive a infância.
Enquanto tenta parecer defensor da moral, o playboy atua como símbolo da hipocrisia política. Sua retórica é o reflexo daquilo que combate: uma política feita para desviar atenção e consolidar poder sobre o medo.
O extremista da direita não fala em ensino de qualidade, tempo integral ou segurança para as crianças. Fala em ideologia, como quem lança fumaça para esconder o próprio rastro.
E o rastro existe. O vereador ainda não explicou as acusações de improbidade administrativa que envolvem seu grupo empresarial, portanto segue devendo explicações sobre tais contratos. Há indícios de contratos com o município firmados enquanto ele era secretário e vereador — uma violação direta da Lei Orgânica de Arapongas.
Educação integral e futuro
O que Arapongas precisa não é de discursos inflamados nem de caça às bruxas ideológicas.
O município precisa garantir educação em tempo integral para crianças até os 11 anos, ampliando o acesso às creches e assegurando que os pais trabalhem em paz, sabendo que seus filhos estão em segurança e aprendendo.
Enquanto vereadores, supostamente da base de apoio e sustentação do prefeito Rafa Cita, apostam no confronto, a população exige soluções reais.
A educação infantil de Arapongas não pode ser palco de fanatismo político — deve ser porta de futuro para nossas crianças.