Dizem que sim. E quando os passarinhos da cidade dos pássaros começam a cantar, é porque algo se agita nos bastidores políticos de Arapongas.
Pois bem: nossos pequenos cantantes confirmaram que o “nobre legendário” está oficialmente fora do grupo e da base de apoio da administração Rafa Cita.
O clima nos corredores da Casa de Leis continua ainda mais insustentável. Contudo, o herdeiro milionário, que acreditava herdar também respeito político, acabou herdando apenas sua integração na oposição. Dentro do grupo que governa Arapongas, como já contamos, o comportamento dele é visto como individualista.
Enquanto o feriado do funcionalismo público dava um respiro aos servidores, o campo institucionalista se reuniu em silêncio, mas na sala houve até murro na mesa — e o decreto: fim da linha. A relação, marcada por vaidade e disputas internas, terminou como começou: com desconfiança.
Para piorar, o jovem conservador segue acreditando que um sobrenome herdado dos tempos da ARENA ainda compra lealdade política. Esquece que os novos tempos exigem lealdade, não títulos de família.
Nos bastidores políticos de Arapongas, também se comenta sobre a falta de firmeza do presidente da Câmara, que deveria enfrentar as denúncias de improbidade administrativa com coragem. Espera-se que ele abandone o silêncio conveniente e assuma o papel que o cargo exige.
E como se não bastasse o escândalo das diárias, outro erro grotesco manchou a semana: o projeto do plano de saúde que, por falta de inteligência e planejamento, incluiu vereadores e dependentes como beneficiários. Resultado? Oposição em festa, situação em chamas e um recuo constrangedor com a retirada de pauta.
A base, que deveria ser sólida, se tornou uma panela de pressão.
E os passarinhos seguem cantando: entre vaidades, traições e tropeços, os bastidores políticos de Arapongas mostram que o caos tem endereço — e ecoa de dentro pra fora.