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Arapongas, Genocídio em Gaza e os “Defensores da Vida”

No ano passado, a Câmara Municipal de Arapongas protagonizou um circo grotesco ao aprovar por unanimidade uma moção de repúdio às declarações do presidente Lula, que denunciou o genocídio palestino. Na época, 12 mil crianças haviam sido assassinadas por Israel, mas para os supostos “defensores da vida” – ou melhor, os defensores de uma narrativa hipócrita – essas vidas eram reduzidas a estatísticas descartáveis. Um dos vereadores, com uma audácia insana, chegou a afirmar que “a morte das CRIANCINHAS DO HAMAS era um efeito colateral”. Em vez de proteger, eles banalizam o sacrifício humano com discursos que mais parecem ensaios de cinismo, onde a vida só vale se tiver o selo de aprovação ideológico. Essa hipocrisia revela a verdadeira face de quem, no fundo, apoia “Israhell” e a contínua limpeza étnica disfarçada de política externa.

Gaza: O Massacre que Não Cessa

Enquanto os nobres edis araponguenses encenam moralismo, Gaza continua a sangrar. Após um cessar-fogo frágil, Israel retomou os bombardeios com violência brutal, exterminando mais de 700 palestinos em menos de 48 horasentre eles, cerca de 200 crianças. O pretexto foi um ataque dos Houthis, usado como desculpa esfarrapada para intensificar a ofensiva. Gaza, lar de 2 milhões de civis, agora enfrenta a realidade de que 85% da população foi forçada a abandonar suas casas e 90% está sem água potável. A retórica dos “defensores da vida” não passa de um disfarce para justificar um genocídio contínuo, onde hospitais, escolas e até centros da ONU são transformados em meros alvos em uma operação de limpeza étnica.

Dados que Educam e Exponham a Verdade

Para quem ainda se deixa enganar pelos discursos vacilantes, os números falam por si. Desde 2007, Gaza vive sob um bloqueio ilegal que restringe tudo e, desde 2023, a escalada dos bombardeios já ceifou a vida de cerca de 35 mil pessoas, com 70% dessas vítimas sendo mulheres e crianças. Se isso não for um alerta, o que será? Ao transformar o sofrimento palestino em matéria de estatística, os “defensores da vida” demonstram a verdadeira cara de um sistema que valoriza a política e os interesses econômicos acima da dignidade humana. Enquanto isso, a comunidade internacional se divide entre protestos simbólicos e a complacência que permite a continuidade desse massacre.

Aparente Moralidade e a Realidade do Genocídio

A postura dos vereadores de Arapongas é o microcosmo da podridão que permeia muitos setores do Brasil. Aqui, vereadores que pregam a “defesa da vida” se escondem atrás de discursos moralistas enquanto apoiam uma política que, na prática, compactua com a extermínio do povo palestino. O mesmo sarcasmo que ironicamente se faz presente quando se ouve que “tudo é culpa do Hamas” não esconde o fato de que são os verdadeiros culpados os que empunham o poder e facilitam a venda de armas, enquanto a vida humana se transforma em mera mercadoria.

A educação, a informação e a indignação são armas indispensáveis para combater essa narrativa hipócrita. É fundamental que cada cidadão questione os discursos vazios e se posicione contra a omissão que alimenta esse ciclo de violência. Ao ensinar que a verdadeira defesa da vida está em reconhecer a dignidade de cada ser humano, abrimos caminho para uma revolução de consciência. Chega de encenações hipócritas e de um “defensor da vida” que, na prática, defende a morte. É hora de despertar, educar e agir.

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