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Arapongas em Transe: Entre Limpezas Sociais e Jogos de Poder

Ah, Arapongas! Nossa pacata cidade que, entre o canto dos pássaros e o burburinho das feiras, esconde tramas dignas de novelas das nove, só que sem mocinhos – apenas vilões disputando quem usa a máscara mais convincente. Recentemente, fomos brindados com a aprovação da lei “CONSTRUA FUTUROS, NÃO SUSTENTE PASSADOS“. Um título que soa como conselho de autoajuda de influencer motivacional, mas que, na prática, parece mais uma tentativa de empurrar os pobres para fora do enquadramento das fotos de campanha eleitoral.

Sob o pretexto de “conscientizar” a população sobre os “males” de dar esmolas, nossos ilustríssimos legisladores decidiram que a melhor forma de lidar com a pobreza é fingir que ela não existe. Afinal, se não vemos, não sentimos culpa, certo? O problema é que empurrar para debaixo do tapete não resolve. Só cria um morro de poeira que um dia desaba na cara de todo mundo. Mas, pelo visto, há quem prefira varrer a sujeira do que limpar a casa.

Enquanto isso, nos bastidores políticos, o Partido dos Trabalhadores (PT) local segue o baile. Após a eleição de 2024, encontros de integrantes do “Time do Lula” aconteceram, e em meio a cafezinhos e olhares enviesados, decidiu-se que o nome de Tiago Prado – sim, o mesmo que vos escreve – seria lançado como pré-candidato à presidência do diretório municipal. Isso porque a unidade do partido é importante e deve ser construída com diálogo, certo? Certo. Mas, como toda boa novela política, já há movimentações da ala que, supostamente, controla o diretório para indicar outro nome à presidência. Afinal, unidade é um conceito muito bonito na teoria, mas, na prática, significa “desde que seja do meu jeito”.

E, claro, se há disputa, há quem prefira fingir que não há disputa. Tiago sempre defendeu a necessidade de conversar com todos os setores do partido, incluindo a atual direção, não como oposição declarada, mas como alguém que acredita em mudanças. Mas mudanças, sabemos bem, são um perigo para quem está confortável no trono.

No cenário nacional, Bolsonaro continua seu roteiro de filme de quinta categoria, agora na fase “ex-presidente desesperado tentando evitar a prisão”. A PGR o acusa de tentativa de golpe de Estado e de liderar uma organização criminosa. E, se a denúncia não fosse suficiente, há rumores de que o plano incluía envenenar Lula. Isso mesmo, envenenar. O ex-capitão, ao que parece, cansou do golpismo tradicional e resolveu inovar na maldade. Enquanto isso, a tropa de choque bolsonarista no Congresso faz das tripas coração para blindá-lo. No Brasil, a política não só é previsível – ela nos surpreende ao conseguir ser ainda pior do que o esperado.

E assim seguimos, entre leis que higienizam pobres, disputas internas travestidas de unidade e um país onde o absurdo virou rotina. Resta-nos, cidadãos comuns, observar, criticar e, quem sabe, agir. Porque se deixarmos a cidade e o país nas mãos de quem quer manter tudo como está, só nos restará rir para não chorar.

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