O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) completa 41 anos em 2025, Quatro décadas duma luta que, para muitos, é sinômino de resistência e justiça social. Para outros, uma suposta “ameaça à ordem”. Mas, afnal, o que está por trás dessa narrativa que criminaliza o MST enquanto ignora os verdadeiros problemas do campo brasileiro?
A luta pela Terra:
Uma questão de justiça
O MST nasceu em 1984, no calor da redemocratização, com um objetivo claro: garantir o direito à terra para quem nela trabalha. Enquanto o agronegócio acumula lucros bilionários, milhões de famílias camponesas vivem à margem, sem acesso a um pedaço de chão para plantar e viver com dignidade.
A reforma agrária, bandeira histórica do movimento, nunca foi apenas sobre redistribuir terras. É sobre redistribuir oportunidades, sobre construir um país menos desigual. E, ao longo desses 41 anos, o MST conseguiu assentamentos para milhares de famílias, transformando terras improdutivas em áreas de cultivo e produção de alimentos saudáveis.
Mas, claro, isso não aconteceu sem luta. E, quando falo em luta, não estou falando apenas de ocupações e protestos. Estou falando de enfrentar um sistema que privilegia o lucro de poucos em detrimento da vida de muitos.
A Violência que Ninguém Vê
A história do MST é também uma história de violências. Violências físicas, como os despejos brutais, as prisões arbitrárias e os assassinatos de líderes e militantes. Violências simbólicas, como a criminalização sistemática do movimento, pintado como “invasor” ou “facção criminosa” por setores da mídia e da política.
Enquanto isso, quem são os verdadeiros criminosos? Os latifundiários que mantêm terras improdutivas enquanto famílias passam fome? Os pistoleiros contratados para intimidar e matar trabalhadores rurais? Ou os políticos que fecham os olhos para a concentração de terras e a violência no campo?
A Inversão de Valores: Quem é o Terrorista?
É curioso como, no Brasil, a luta por direitos básicos é frequentemente criminalizada, enquanto o autoritarismo e a violência são relativizados. Enquanto o MST é chamado de “facção criminosa”, grupos de extrema-direita, que promovem discursos de ódio e ataques à democracia, são tratados como “defensores da ordem”.
Essa inversão de valores não é casual. É estratégica. Serve para manter o status quo, para garantir que os privilégios de poucos continuem intocáveis. E, no meio disso tudo, o MST segue resistindo, mostrando que a verdadeira ordem não é a que oprime, mas a que liberta.
O Futuro do MST e do Brasil
Aos 41 anos, o MST não é apenas um movimento. É um símbolo. Um símbolo de que outro Brasil é possível. Um Brasil onde a terra não seja um instrumento de exploração, mas de vida. Onde a justiça social não seja um sonho distante, mas uma realidade concreta.
E você, o que acha? O MST é um movimento criminoso ou uma voz necessária na luta por um país mais justo? Deixe seu comentário e vamos debater. Afinal, a mudança começa com a reflexão.
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