Povo de Arapongas, vamos falar de um assunto que a mídia hegemônica adora ignorar: a hipocrisia dos donos do poder. Sabe aquele discurso bonito, ensaiado, de “transparência”, “família” e “honestidade”? Pois é. Muitas vezes, ele serve apenas para esconder a velha política do “farinha pouca, meu pirão primeiro”.
Recebi uma denúncia-bomba, já protocolada no Ministério Público, que é um verdadeiro raio-x da elite política local. E o personagem principal é um velho conhecido: o vereador Paulo Grassano (PP), aquele que se vende como “conservador” e “defensor da família”. A pergunta que fica é: de qual família ele é defensor? A sua ou a da classe trabalhadora?
O Império dos Grassano num só endereço
A denúncia é um mapa do tesouro, porém só que ao contrário. Contudo, mostra como um emaranhado de empresas da família Grassano funciona, curiosamente, no mesmo endereço: Rua Andorinhas, número 88.


Vamos desenhar pra ficar fácil, porque TDAH aqui gosta de clareza:
- LEVARA SERVIÇOS: No nome do próprio vereador Paulo Grassano

- Nonô Locadora: Propriedade do irmão do vereador, Pedro.
- SSBARCAR VEÍCULOS: Do pai, Sérgio. O vereador era sócio até pouco tempo, mas “saiu” convenientemente para a candidatura do irmão.
- ARAVEL VEÍCULOS: Propriedade dos pais do vereador, Sônia e Sérgio.
É o que no popular a gente chama de “tudo em casa”. Pois é um verdadeiro grupo econômico familiar, operando de forma conjunta para, ao que tudo indica, concentrar poder e, claro, dinheiro.

A Prova do Crime: Confissão em Praça Pública (Digital)
A parte mais cínica dessa história é que o próprio vereador nos entrega a prova. Em seu perfil no Instagram, com todo o orgulho de herdeiro, ele se intitula:
“Diretor Aravel”. Não sou eu que estou dizendo. É ele. Com todas as letras. Portanto, uma confissão pública, para mais de 3 mil seguidores.

E por que isso é um escândalo? Porque enquanto o nobre “diretor” senta na cadeira de vereador para legislar sobre a vida do povo, o grupo empresarial da sua família abocanha contratos com a Prefeitura de Arapongas. A denúncia mostra que a SSBARCAR, a empresa que era dele e hoje é do pai e do irmão, faturou alto. Incluindo um pregão de R$ 250.000,00.

“Para os amigos, tudo. Para os inimigos, a lei.”
Enquanto a periferia pena com a falta de creche, asfalto e posto de saúde, o dinheiro público vai para o caixa da empresa da família de quem deveria estar fiscalizando o prefeito. É a raposa tomando conta do galinheiro, com a bênção do voto.
A questão que fica, e que a Câmara de Vereadores tem o dever de responder, é: até quando a palavra “transparência” será usada como pano de fundo para as velhas práticas da elite? O povo não é bobo. Estamos de olho.