Companheiros e companheiras,
A política, para nós que viemos da periferia, nunca foi um jogo de salão ou um debate de abstrações. Pelo contrário, a política é a luta diária pelo pão, pela dignidade e pelo direito de existir. Justamente por isso, uma eleição interna do nosso Partido dos Trabalhadores, como a que define a presidência estadual, não é uma questão menor. Na verdade, é uma decisão sobre qual trincheira vamos cavar para a batalha que enfrentamos todos os dias no Paraná.
Eu, Tiago Prado da Silva, filho de empregada doméstica, jornalista, militante dos Direitos Humanos e presidente eleito do PT na minha cidade, Arapongas, não costumo ficar em cima do muro. Afinal, o muro é o lugar preferido da burguesia para assistir, de camarote, a nossa derrota. Sendo assim, venho a público declarar meu voto e meu apoio ao companheiro Arilson Chiorato para a presidência do PT do Paraná neste segundo turno do PED.
Esta não é uma decisão meramente pessoal, mas sim uma escolha política e ideológica. Em outras palavras, é uma aposta na coerência e na coragem que o momento exige.
Enfrentar a pilhagem do patrimônio público
Vamos ser diretos: o (des)governo de Ratinho Jr. é um rolo compressor neoliberal que opera para entregar o que é do povo para o bolso de meia dúzia de empresários. Portanto, a luta contra as privatizações não é um capricho; é a defesa da nossa soberania e dos serviços que atendem a classe trabalhadora.
E nesse campo, Arilson Chiorato esteve na linha de frente. De fato, enquanto muitos se calavam, ele gritou contra a venda da CELEPAR, a nossa empresa de tecnologia. Além disso, vender a CELEPAR significa entregar os dados de todo o povo paranaense para as garras do mercado, transformando informação pública em mercadoria. Felizmente, Chiorato entendeu o perigo e comprou a briga.
Para quem, como eu, viu a mãe ralar a vida inteira em subemprego, saber que o patrimônio construído com o suor do nosso povo está sendo defendido com unhas e dentes na Assembleia Legislativa não é pouco. Certamente, é o mínimo que esperamos de um representante do nosso campo.
Nossas escolas não são quartéis!
Ademais, existe outra frente de batalha, talvez a mais perversa: a educação. Basicamente, o projeto de “ratização”, alinhado ao bolsonarismo mais tosco, é o de militarizar e terceirizar nossas escolas. Ou seja, querem transformar espaços de pensamento crítico em quartéis de obediência cega e substituir a pedagogia libertadora pela disciplina autoritária.
Como pai, obviamente, eu vejo essa ameaça de perto. Não quero que meus filhos aprendam a bater continência; quero, pelo contrário, que aprendam a questionar o mundo.
Neste cenário, Arilson Chiorato foi uma das vozes mais contundentes na denúncia desse absurdo. Com clareza, ele expôs o caráter excludente desse projeto, que visa precarizar o trabalho dos educadores. Em suma, precisamos de uma direção partidária que não apenas se oponha a isso, mas que organize a resistência popular.
“Em tempos de avanço do fascismo, a neutralidade é conivência. Nosso partido precisa de uma direção que não tenha medo de dizer de que lado está: o lado da classe trabalhadora, da educação libertadora e da justiça social.”
Coragem para botar o dedo na ferida do poder
Contudo, não basta apenas resistir; é preciso também atacar. Um partido de esquerda que se preze tem que ter a coragem de fiscalizar o poder e de desmascarar os esquemas da elite. Nesse sentido, a postura de Arilson ao fiscalizar os contratos bilionários do (des)governo Ratinho Jr. é emblemática.
Pois, enquanto a mídia hegemônica bate palmas para o governador, Arilson teve a ousadia de questionar licitações e apontar irregularidades. Sem dúvida, isso é fundamental, porque mostra que ele não tem rabo preso e não teme o confronto com os donos do poder no estado.
É hora de fortalecer a trincheira da esquerda
Companheiros e companheiras, diante do exposto, a escolha é clara. Primeiramente, precisamos de um PT-Paraná que seja a vanguarda da oposição a Ratinho Jr. e que apresente um projeto de poder alternativo, socialista e popular.
Dessa forma, meu apoio a Arilson Chiorato se baseia em sua trajetória de luta concreta. Isto é, é um voto pela resistência, pela coragem e pela coerência. Por fim, convoco cada militante a refletir sobre o futuro que queremos para o nosso partido e para o nosso estado. Afinal, precisamos de uma direção que nos represente na luta de classes, que não vacile e que esteja pronta para as batalhas que virão.
A luta é o que nos move. E, com certeza, com Arilson, o PT do Paraná vai pra luta.
Excelente análise da atuação do companheiro Arilson à frente do Partido dos Trabalhadores em nosso estado onde, sem descanso, travou e continua travando o bom combate contra o Rato que está entrincheirado no Palácio Iguaçú.
Estou com o Arilson também.
Vanderlei Sartori